| Resumo: |
Este trabalho foi realizado no curso de especialização em Alfabetização e Letramento da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, campus Poços de Caldas. Como eixo central problematiza as metodologias utilizadas na EJA em eventos e práticas de letramento e suas possibilidades de interação entre alunos e professor no processo de alfabetização. Neste espaço, professores e alunos mediados, constituídos e transformados pela linguagem, constroem ativamente o sentido do mundo. É discutida a importância dos eventos e práticas de letramento e a sua união com as práticas mais amplas que envolvem a fala, interações, crenças e valores. Partindo de tal premissa, este estudo propõe refletir sobre estes aspectos, pois, os alunos da EJA, no processo de aprendizagem da leitura e escrita, passam por situações conflitivas principalmente quando envolvem substituições de práticas discursivas orais que até então eram funcionais para eles. No contexto educacional, muitas vezes nos deparamos com situações que ao invés de proporcionar o ensino das várias funções da língua, encontramos práticas de substituição da escrita pela fala. Durante a realização da pesquisa de campo foi possível constatar através da prática interacional as formações discursivas constituintes do espaço observado. Fundamentado pelas concepções de: diálogo e consciência crítica (FREIRE), interacionismo dialógico (VYGOTSKY), dialogismo (BAKHTIN), prática discursiva (PÊCHEUX, FOUCAULT), contexto histórico e narrativas (BENJAMIM) verifica-se que no ambiente interacional, o individual e social estão em contínua articulação. A construção do conhecimento é produzida de maneira conjunta, as ações são partilhadas, convergentes entre si. Neste processo, todos têm possibilidade de falar, formular hipóteses e chegar a conclusões que favoreçam a construção do saber. Sendo assim destaca-se a relevância da prática discursiva como fundamento metodológico das propostas direcionadas a EJA. |