| Resumo: |
O presente texto tem por objetivo contribuir no debate sobre a Educação de Jovens e Adultos no Brasil, centrando a discussão na Educação Permanente, tema recorrente nos documentos orientadores da UNESCO, a partir dos anos 1970, tendo como fio condutor a questão escolarização versus in(ex)clusão no mundo do trabalho, no contexto da globalização do capital. Considera-se tal procedimento necessário porque se parte do pressuposto de que as questões tratadas nesta pesquisa devem ser contextualizadas no tempo e no espaço histórico em que foram produzidas para que a análise possa ser realizada por mediações entre as esferas do particular e da totalidade. A Educação Permanente apareceu como uma nova perspectiva de educação no intuito de aproximar a escola dos indivíduos, quebrando limitações temporais e abrindo espaço nas escolas ao meio social, político, econômico e cultural no qual o individuo está inserido. Para que isso ocorra se fará a análise dos documentos selecionados, estabelecendo um diálogo crítico com as fontes primárias e secundárias, buscando apreender os fundamentos teóricos e ideológicos nelas enunciadas para ao final, traçar um perfil da educação permanente e sua influência na educação de jovens e adultos no Brasil, visando apreender o controle social que o capital exerce no mercado de trabalho e nas políticas educacionais. |