| Resumo: |
Com este trabalho pretende-se apresentar uma análise sobre a apreensão do diálogo como instrumento que possibilita a inserção do homem no mundo letrado e a escrita como processo de interação do sujeito, resgatando a idéia básica de que a aprendizagem se dá na interação do sujeito e pela influência do contexto em que se encontra. O trabalho insere-se na linha de pesquisa Teorias e práticas discursivas: leitura e escrita, do Programa de Mestrado em Lingüística da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Sabe-se que a comunicação entre os homens se dá na interação entre os sujeitos em um determinado contexto histórico. Tal fato demonstra que a interação entre o sujeito produtor e o sujeito leitor de um texto, na relação com o seu contexto de produção pode ser um caminho para que se desenvolva o processo de construção da leitura e da escrita. Parte-se do princípio de que a leitura é uma arte, um exercício que exige técnicas para ser apreendido e de que é possível utilizar-se de técnicas para ensinar a ler e, consequentemente, a escrever. Portanto, caberá à escola promover esse aprendizado e possibilitar o desenvolvimento do aluno como um ser social, capaz de encontrar saídas e superar problemas nas situações mais diversas em que se encontre. Considera-se, portanto, que é no contexto escolar que a leitura e a produção escrita acontecem como objetos de aprendizagem, uma vez que na escola, espaço apropriado para esse fim, vários portais de textos devem circular e ser utilizados pelos professores como veículos transmissores desses saberes. Para reflexão sobre as questões relacionadas ao sujeito, à leitura e à escrita e, ao contexto escolar, buscou-se subsídios teóricos em vários autores, dos quais se ressaltam: Marcuschi, Soares, Kleiman, Orlandi e Freire. |